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Casa Brasil Joiville monta horta em forma de mandala PDF Imprimir E-mail
03-Set-2009
Hortas comunitárias é prática recorrente em várias unidades Casa Brasil. Além de ser um aprendizado de lida com a terra, a atividade pode ter impactos na questão ambiental com o aproveitamento de resíduos orgânicos, na segurança alimentar com a produção de alimentos e nas alternativas de geração de renda pelo viés da economia solidária.

Com garrafas PET, terra e algum suor, os participantes da turma do segundo semestre de 2009 do Programa Eco Cidadão (vinculado à Secretaria de Assistência Social de Joinville) fizeram, na terça-feira, 1 de setembro, uma mandala (canteiro em forma de círculo) na horta da Casa Brasil. As agronômas Renata Gomes Rodrigues e Susi Mara Freddi, da equipe técnica do Laboratório de Educação do Campo e Estudos da Reforma Agrária da UFSC, orientaram a atividade e explicaram aos jovens a diferença entre o canteiro tradicional, em linha reta, e o novo formato.

A mandala é uma forma diferente de utilizar o espaço da horta. "A primeira diferença é estética", afirmou Susi. "Desde pequeno nos ensinam que tudo tem que ser em linha reta, quadradinho, mas nada nos impede de pensar em formas diferentes". No entanto, a estética não é a única diferença. A ideia principal é criar um "jardim produtivo", no qual diferentes espécies de vegetais utilizem o mesmo espaço. "Algumas plantas são complementares, uma ajuda o desenvolvimento da outra. Aquela que tem a raiz maior ajuda a puxar nutrientes para aquela que tem a raiz menor", explicou Susi.

Fazia calor durante a atividade e os alunos do Eco suaram a camisa para arrumar o canteiro. Enquanto as meninas lavavam e enchiam as garrafas PET de água (as garrafas servem como um muro da mandala e a água serve para deixá-las mais pesadas, ajudando a fixação), os meninos cavavam uma pequena fenda em forma de círculo, onde foram colocadas as garrafas.



Assim que foi feito o "muro de garrafas", os alunos encheram o círculo com terra boa (adubada naturalmente). Alan, um dos garotos, achou um piolho de cobra em meio a terra e perguntou para que servia o bicho. A agrônoma Renata explicou que esses animais que ficam na terra servem para trabalhar o solo, criando caminhos na terra. Ela ensinou também que enquanto circulam, os animais comem e defecam (e suas fezes é o que chamamos de humus), tornando a terra cada vez mais produtiva.

A Casa Brasil é parceira do projeto, que é financiado pelo Ministério de Desenvolvimento Social e executado pela Universidade Federal de Santa Catarina. O objetivo é minimizar a insegurança alimentar por meio da produção de hortaliças agroecológicas em hortas comunitárias e escolares.

Outras hortas - Na unidade de Xapinhal, em Curitiba (PR), a horta comunitária teve impactos na segurança pública. Traficantes de drogras estabeleceram uma base de operações nos fundos das instalações da casa. O Conselho Gestor da unidade estabeleceu um diálogo para que a área fosse desocupada. O local, que antes era tráfico de drogas, hoje é uma horta mantida por uma liderança local. A ocupação do espaço com a horta contribui para que os infratores mantenham-se afastados.

A unidade de Itapoã, no Distrito Federal, também tem uma horta desde janeiro de 2009. Kelly Damascena, coordenadora do telecentro, explica como surgiu a idéia do cultivo de hortaliças e legumes, na sede da Casa: “O espaço é amplo e a comunidade, tem boa vontade. Por esta razão, convidamos as pessoas para participar do projeto. Por que não plantar para depois colher ou comer? Com o pensamento voltado à boa alimentação, plantar é uma coisa simples, que todos podem praticar”.  “O projeto Horta Comunitária envolve as pessoas da comunidade através da doação de sementes, plantio e irrigação diária, com o intuito de obter uma alimentação mais saudável”, declara o coordenador da unidade, Alex Sandro L. De Oliveira.

Por Felipe Silveira, coordenador do Estúdio Multimídia da unidade sul da Casa Brasil Joinville e Laura Tresca, da equipe de comunicação da rede Casa Brasil.
 
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