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Reciclagem e recondicionamento de computadores são tema de encontro em Salvador |
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29-Nov-2007 |
Roosewelt Pinheiro/ABr
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Salvador (BA) - Físico Etienne Delacroix demonstra como reciclar lixo tecnológico, durante a 6ª Oficina para Inclusão Digit |
Morillo Carvalho
Enviado especial
Agência Brasil
Salvador - Inclusão digital e meio ambiente são discussões diferentes,
pelo menos na aparência. Na prática, elas podem ser íntimas e andar
lado a lado.
Duas das atividades da Oficina trataram da reciclagem e recondicionamento
de computadores. Em uma delas, a assessora de Inclusão Digital da
Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do
Planejamento, Cristina Mori, apresentou o projeto Computadores para a
Inclusão, que tem o objetivo de recondicionar os computadores que as
empresas doam para iniciativas de inclusão digital.
Na prática,
recondicionar significa pegar computadores antigos, que geralmente têm
suas capacidades reduzidas por causa dos anos de uso, implantar neles
software livre – programa com códigos de segurança abertos, que pode
ser manipulado por qualquer pessoa – e colocá-los no uso novamente.
“Se
um equipamento for para a escola, e eles não souberem como mexer na
máquina e aproveitar o máximo dela, provavelmente esse computador vai
servir para peso de papel ou para menos coisas do que ele poderia”,
explicou Cristina.
O trabalho é feito nos Centros de
Recondicionamento e Reciclagem de Computadores (CRCs) que já existem em
Guarulhos (SP), Porto Alegre (RS) e Gama (DF). O centro paulista se
chama Oxigênio e, além de promover a inclusão digital, também ajuda na
capacitação profissional de jovens.
“Eles aprendem uma função.
Eles vão começar algo, na função de técnico, vão aprender a configurar
a máquina, verificar o que pode dar de errado, e depois vão para o
mercado de trabalho”, detalhou Carla Gianfrancisco, analista de
Tecnologia da Informação do CRC Oxigênio.
Mas é de Etienne
Delacroix o trabalho que mais chamou a atenção nos primeiros dois dias
de evento. Ao transformar sucata em tecnologia, o físico belga faz o
que considera "trabalho artístico” e um dos seus inventos está em
exposição na entrada o Instituto Anísio Teixeira, onde se realiza a 6ª
Oficina.
“O que interessa neste trabalho não é o produto final,
mas o processo de aprendizagem coletiva”, explicou Delacroix. Ele
acrescentou que o trabalho começou em Montevidéu, no Uruguai, há sete
anos, foi para São Paulo e agora é desenvolvido na Universidade de
Brasília (UnB), onde Delacroix também leciona.
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